Dados da Obra
Jerusalém
Padre Joaquim Pinto de Campos e Sebastião Dias Laranjeira
Jerusalém
Classificação
Ensaio, estudo, polêmica
Datas
Ano de publicação: 1874
Outros dados
Idioma
Português
Meio de publicação
Impresso
Fontes
- BLAKE, Augusto Victorino Alves Sacramento. Diccionario Bibliographico Brazileiro. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1893. 7 v.
- COUTINHO, Afrânio; SOUSA, José Galante de. Enciclopédia de literatura brasileira. Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional; Academia Brasileira de Letras, 2001. 2 v. ISBN 8526007238
Referência
CAMPOS, Padre Joaquim Pinto de; LARANJEIRA, Sebastião Dias. JERUSALÉM. Lisboa, Portugal: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1874.
Descrição
Segundo Blake, esta obra foi publicada somente sob a autoria de Joaquim Pinto de Campos, mas há quem suponha a colaboração de Dom Sebastião Dias Laranjeira.
Fatos históricos associado à obra
| Ano de início | Ano de final | Evento histórico |
|---|---|---|
| 1500 | 1822 | Período Colonial no Brasil |
| 1820 | 1820 | Revolução do Porto |
| 1821 | 1821 | Abertura, no Rio de Janeiro, da Tipografia de Moreira Garcez e da Nova Oficina Tipográfica, quebrando o monopólio da Impressão Régia no Brasil |
| 1821 | 1821 | Regulamentação da liberdade de imprensa no Brasil |
| 1821 | 1821 | Abolição da Inquisição portuguesa apesar da manutenção da censura |
| 1821 | 1821 | Regresso de D. João VI a Portugal |
| 1822 | 1822 | Independência do Brasil |
| 1823 | 1823 | Conflito: Guerra da Independência na Bahia |
| 1824 | 1824 | Confederação do Equador |
| 1824 | 1824 | Política: D. Pedro I outorga a primeira Constituição brasileira |
| 1825 | 1825 | Os governos de Buenos Aires e britânico firmam um tratado contra o tráfico de escravos |
| 1825 | 1825 | Portugal e Inglaterra reconhecem a independência do Brasil |
| 1825 | 1828 | Conflito: Guerra Cisplatina |
| 1826 | 1826 | Política: instalação da primeira Assembléia Geral Brasileira |
| 1827 | 1827 | O Peru, que fazia parte da Colômbia, declara a sua independência |
| 1828 | 1828 | Criação do Supremo Tribunal |
| 1831 | 1831 | Abdicação de D. Pedro I |
| 1831 | 1840 | Período Regencial no Brasil |
| 1831 | 1838 | Período Regencial: Revoltas populares no Período Regencial |
| 1833 | 1833 | Criação da Companhia Dramática Nacional |
| 1834 | 1834 | Cultura: criação do Teatro Nacional |
| 1834 | 1834 | Período Regencial: Revolta da Cabanagem, no Pará |
| 1834 | 1834 | D. Pedro I morre em Lisboa |
| 1835 | 1845 | Período Regencial: Revolução Farroupilha no Rio Grande do Sul |
| 1837 | 1837 | Período Regencial: Revolta da Sabinada, na Bahia |
| 1838 | 1838 | Período Regencial: Revolta da Balaiada, no Maranhão |
| 1838 | 1838 | Fundação do Instituto Histórico e Geográfico |
| 1840 | 1889 | Segundo Reinado - D. Pedro II governa o Brasil |
| 1840 | 1840 | Golpe da Maioridade de D. Pedro II |
| 1841 | 1841 | El Salvador se constitui em república unitária e independente das outras repúblicas da América Central |
| 1841 | 1841 | Os governos de Buenos Aires e britânico firmam um tratado contra o tráfico de escravos |
| 1842 | 1842 | Revolução Liberal em São Paulo e Minas Gerais |
| 1843 | 1843 | Começa o estado de sítio de Montevidéu, com as tropas do Governo de Rosas |
| 1844 | 1844 | Segundo Reinado: D. Pedro II anistia os líderes da revolução de 1842 |
| 1845 | 1845 | Morse inventa o telégrafo elétrico |
| 1848 | 1848 | Rebelião Praieira em Pernambuco |
| 1848 | 1848 | Publicação do Manifesto Comunista |
| 1850 | 1850 | Inauguração da linha de vapores do Rio de Janeiro para a Europa |
| 1850 | 1850 | A Lei Eusébio de Queiroz extingue o tráfico negreiro |
| 1850 | 1870 | Apogeu do Império no Brasil |
| 1850 | 1850 | Criação da província do Amazonas |
| 1851 | 1852 | Conflito: Guerra contra Rosas e Oribe |
| 1852 | 1852 | Inauguraçao das primeiras linhas telegráficas do Brasil |
| 1852 | 1852 | Conflito: Batalha de Monte Caseros (Argentina). General Urquiza derrota o presidente Rosas |
| 1854 | 1854 | Inauguração da primeira estrada de ferro do Brasil |
| 1855 | 1855 | Início da carreira literária de Machado de Assis |
| 1857 | 1857 | Cultura: Flaubert publica Madame Bovary |
| 1857 | 1857 | 08/03 - ataque incendiário da polícia causa morte de 129 operárias americanas, na fábrica Cotton, em Nova York. Na data, foi instituído o Dia Internacional da Mulher. |
| 1859 | 1859 | Ciência: Darwin lança A Origem das Espécies |
| 1861 | 1865 | Guerra da Secessão nos Estados Unidos |
| 1861 | 1861 | Rompimento de relações entre Brasil e Inglaterra (Questão Christie) |
| 1861 | 1861 | Brasil e Inglaterra rompem relações diplomáticas |
| 1861 | 1861 | O Paraguai declara guerra ao Brasil - Solano Lopes invade o Mato Grosso |
| 1864 | 1865 | Guerra contra Aguirre, do Uruguai |
| 1865 | 1870 | Guerra do Paraguai |
| 1867 | 1867 | Inauguração da estrada de ferro Santos-Jundiaí |
| 1867 | 1867 | Publicação de "O Capital", de Carl Marx |
| 1869 | 1869 | Inauguração do canal de Suez |
| 1870 | 1870 | Lançamento da Campanha Republicana no RJ |
| 1870 | 1870 | Intelectuais portugueses debatem idéias anti-burguesas e anti-românticas |
| 1870 | 1889 | Declínio do Império no Brasil |
| 1871 | 1871 | Lei do Ventre Livre, declara libertos os filhos de escravos, nascidos a partir dessa data |
| 1871 | 1871 | Comuna de Paris |
| 1873 | 1873 | Primeiro Congresso do Partido Republicano Paulista |
| 1875 | 1875 | Fim da Questão Religiosa |
| 1876 | 1876 | Conflito: assinatura do tratado de paz que pôs fim à guerra entre Argentina e Paraguai |
| 1876 | 1876 | Ciência: Graham Bell patenteia o telefone, sua invenção |
| 1878 | 1878 | "Batalha do Parnaso" - manifestações anti-românticas do RJ |
| 1880 | 1880 | O Congresso espanhol vota a abolição da escravidão em Cuba |
| 1882 | 1882 | Escola do Recife |
| 1883 | 1883 | Início da Questão Militar |
| 1884 | 1884 | Extinção da escravidão no Ceará, Maranhão, Amazonas e alguns municípios do RS |
| 1885 | 1885 | Lei dos Sexagenários |
| 1886 | 1886 | Fundação da Sociedade Promotora de Imigração |
| 1888 | 1888 | Abolição da Escravatura |
Comentários
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SAULO DE TARCIO DUARTE DE LIMAPrezados professores e demais acadêmicos da UFSC, Biblioteca Digital de Literaturas de Língua Portuguesa Li e reli a obra Jerusalém de Pinto de Campos e considero uma das mais bem escritas da literatura brasileira. Quem conhece a sua biografia sabe do poder da sua festejada eloquência durante o período imperial. A Jerusalém é o tipo de obra de arte literária que o leitor torce para não terminar de tão maravilhosa que é a escrita. Machado de Assis a denominou de "ouro de lei". Camilo Castelo Branco, Alexandre Herculano, Ramalho Ortigão, Feliciano de Castilho (Prefácio), Visconde Taunay, os papas Pio IX e Leão XIII e muitos outros se curvaram em elogios imponderáveis a este escritor brasileiro. Não creio em plágio, até porque ninguém reclamou direitos autorias, e não é possível que um compêndio de luxo, de 508 páginas, divulgado em toda imprensa europeia não tenha sido reclamado por quem de direito. Não, não, só podia ser intriga da oposição orquestrada pelo jornal "O Apóstolo" que por causa da questão religiosa resolveu macular a imagem do polêmico Pinto de Campos. A linguagem é dele da primeira a última página, salvo citações propositais mencionadas. A sua obra é monumental, prazerosa, belíssima. Não entendo o silêncio da crítica quanto a este que foi um dos maiores escritores de todos os tempos do Brasil, talvez o primeiro fecundo e mais extenso, e que atravessou os mares para se tornar sem sombras de dúvidas o mais condecorado escritor brasileiro de todos os tempos, na Europa. Campos adquiriu honras e reconhecimentos por onde passou e nenhum obteve o sucesso que ele obteve na Europa. Reis e rainhas, papas e grandes escritores, jornais e revistas dos mais consagrados jornalistas da época como Varagnac do Jornal de Debates de Paris, o Fígaro, etc. Tamanho era o respeito pelo P. de Campos que o Imperador Dom Pedro II foi visitá-lo em outubro de 1887 em Paris, quando Campos retornava muito doente de Roma para Lisboa já agonizando em seu leito, embora o monarca tenha negado por 3 vezes a senatoria em lista tríplice. Talvez a política lhe tenha rendido o ódio dos opositores e lhe colocaram no ostracismo. Uma injustiça histórica sem precedentes na história da literatura brasileira. Nesta sua última viagem ele recebeu honras que até então nenhum eclesiástico brasileiro recebera da Curia Romana, seu livro Jerusalém foi escolhido para compor a estante magna do Vaticano e passou de Prelado de sua Santidade para Protonatório Apostólico, honra que até os cardeais morriam de inveja. Isto por causa da sua tradução do Inferno de Dante que somente veio chegar ao público de língua portuguesa depois que o nosso escritor do Pajeú das Flores das caatingas do Nordeste o traduziu depois de 580 anos de sua existência. Por isto também, foi recebido com festas no Palácio Real em Lisboa. Um feito sem precedentes e considerada a maior e melhor tradução de todos os tempos e de todas as línguas, em uma obra luxuosa e caríssima de 627 páginas, pesando quase 2 quilos. Pena que a trilogia de Dante não foi por ele terminada. Ainda bem que a UFSC e não estranhamente a de Pernambuco dedicou esse espaço conservatório, extraordinário e digno de aplausos para a literatura. A Obra Jerusalém de Pinto de Campos para mim é mais do que ouro de lei, é a melhor obra da literatura brasileira de todos os tempos. Pinto de Campos foi um ilustre escritor na Europa e um desconhecido em seu país. A história de Pinto de Campos é um aparte da história da Literatura Brasileira. Saulo de Tarcio Duarte - Advogado - Recife PE, 10.11.2019.
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SAULO DE TARCIO DUARTE DE LIMAPrezados professores e demais acadêmicos da UFSC, Biblioteca Digital de Literaturas de Língua Portuguesa Li e reli a obra Jerusalém de Pinto de Campos e considero uma das mais bem escritas da literatura brasileira. Quem conhece a sua biografia sabe do poder da sua festejada eloquência durante o período imperial. A Jerusalém é o tipo de obra de arte literária que o leitor torce para não terminar de tão maravilhosa que é a escrita. Machado de Assis a denominou de "ouro de lei". Camilo Castelo Branco, Alexandre Herculano, Ramalho Ortigão, Feliciano de Castilho (Prefácio), Visconde Taunay, os papas Pio IX e Leão XIII e muitos outros se curvaram em elogios imponderáveis a este escritor brasileiro. Não creio em plágio, até porque ninguém reclamou direitos autorias, e não é possível que um compêndio de luxo, de 508 páginas, divulgado em toda imprensa europeia não tenha sido reclamado por quem de direito. Não, não, só podia ser intriga da oposição orquestrada pelo jornal "O Apóstolo" que por causa da questão religiosa resolveu macular a imagem do polêmico Pinto de Campos. A linguagem é dele da primeira a última página, salvo citações propositais mencionadas. A sua obra é monumental, prazerosa, belíssima. Não entendo o silêncio da crítica quanto a este que foi um dos maiores escritores de todos os tempos do Brasil, talvez o primeiro fecundo e mais extenso, e que atravessou os mares para se tornar sem sombras de dúvidas o mais condecorado escritor brasileiro de todos os tempos, na Europa. Campos adquiriu honras e reconhecimentos por onde passou e nenhum obteve o sucesso que ele obteve na Europa. Reis e rainhas, papas e grandes escritores, jornais e revistas dos mais consagrados jornalistas da época como Varagnac do Jornal de Debates de Paris, o Fígaro, etc. Tamanho era o respeito pelo P. de Campos que o Imperador Dom Pedro II foi visitá-lo em outubro de 1887 em Paris, quando Campos retornava muito doente de Roma para Lisboa já agonizando em seu leito, embora o monarca tenha negado por 3 vezes a senatoria em lista tríplice. Talvez a política lhe tenha rendido o ódio dos opositores e lhe colocaram no ostracismo. Uma injustiça histórica sem precedentes na história da literatura brasileira. Nesta sua última viagem ele recebeu honras que até então nenhum eclesiástico brasileiro recebera da Curia Romana, seu livro Jerusalém foi escolhido para compor a estante magna do Vaticano e passou de Prelado de sua Santidade para Protonatório Apostólico, honra que até os cardeais morriam de inveja. Isto por causa da sua tradução do Inferno de Dante que somente veio chegar ao público de língua portuguesa depois que o nosso escritor do Pajeú das Flores das caatingas do Nordeste o traduziu depois de 580 anos de sua existência. Por isto também, foi recebido com festas no Palácio Real em Lisboa. Um feito sem precedentes e considerada a maior e melhor tradução de todos os tempos e de todas as línguas, em uma obra luxuosa e caríssima de 627 páginas, pesando quase 2 quilos. Pena que a trilogia de Dante não foi por ele terminada. Ainda bem que a UFSC e não estranhamente a de Pernambuco dedicou esse espaço conservatório, extraordinário e digno de aplausos para a literatura. A Obra Jerusalém de Pinto de Campos para mim é mais do que ouro de lei, é a melhor obra da literatura brasileira de todos os tempos. Pinto de Campos foi um ilustre escritor na Europa e um desconhecido em seu país. A história de Pinto de Campos é um aparte da história da Literatura Brasileira. Saulo de Tarcio Duarte - Advogado - Recife PE, 10.11.2019.
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Pablo GuimarãesPinto de Campo fraudou a obra em dois volumes de Giovanni Andrea Scartazzini sobre Dante Alighieri. Traduziu a obra deste autor é colocou o próprio nome como autor.
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Pablo GuimarãesPinto de Campo fraudou a obra em dois volumes de Giovanni Andrea Scartazzini sobre Dante Alighieri. Traduziu a obra deste autor é colocou o próprio nome como autor. Lamentável fato.