Dados da Obra

Jerusalém
Padre Joaquim Pinto de Campos e Sebastião Dias Laranjeira

Jerusalém

Escritores Padre Joaquim Pinto de Campos (1819-1887), Sebastião Dias Laranjeira (1822-1888)
Classificação Ensaio, estudo, polêmica
Datas

Ano de publicação: 1874

Outros dados
Idioma
Português
Meio de publicação
Impresso
Fontes
  • BLAKE, Augusto Victorino Alves Sacramento. Diccionario Bibliographico Brazileiro. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1893. 7 v.
  • COUTINHO, Afrânio; SOUSA, José Galante de. Enciclopédia de literatura brasileira. Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional; Academia Brasileira de Letras, 2001. 2 v. ISBN 8526007238
Referência CAMPOS, Padre Joaquim Pinto de; LARANJEIRA, Sebastião Dias. JERUSALÉM. Lisboa, Portugal: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1874.

Descrição

Segundo Blake, esta obra foi publicada somente sob a autoria de Joaquim Pinto de Campos, mas há quem suponha a colaboração de Dom Sebastião Dias Laranjeira.

Fatos históricos associado à obra

Ano de início Ano de final Evento histórico
1500 1822 Período Colonial no Brasil
1820 1820 Revolução do Porto
1821 1821 Abertura, no Rio de Janeiro, da Tipografia de Moreira Garcez e da Nova Oficina Tipográfica, quebrando o monopólio da Impressão Régia no Brasil
1821 1821 Regulamentação da liberdade de imprensa no Brasil
1821 1821 Abolição da Inquisição portuguesa apesar da manutenção da censura
1821 1821 Regresso de D. João VI a Portugal
1822 1822 Independência do Brasil
1823 1823 Conflito: Guerra da Independência na Bahia
1824 1824 Confederação do Equador
1824 1824 Política: D. Pedro I outorga a primeira Constituição brasileira
1825 1825 Os governos de Buenos Aires e britânico firmam um tratado contra o tráfico de escravos
1825 1825 Portugal e Inglaterra reconhecem a independência do Brasil
1825 1828 Conflito: Guerra Cisplatina
1826 1826 Política: instalação da primeira Assembléia Geral Brasileira
1827 1827 O Peru, que fazia parte da Colômbia, declara a sua independência
1828 1828 Criação do Supremo Tribunal
1831 1831 Abdicação de D. Pedro I
1831 1840 Período Regencial no Brasil
1831 1838 Período Regencial: Revoltas populares no Período Regencial
1833 1833 Criação da Companhia Dramática Nacional
1834 1834 Cultura: criação do Teatro Nacional
1834 1834 Período Regencial: Revolta da Cabanagem, no Pará
1834 1834 D. Pedro I morre em Lisboa
1835 1845 Período Regencial: Revolução Farroupilha no Rio Grande do Sul
1837 1837 Período Regencial: Revolta da Sabinada, na Bahia
1838 1838 Período Regencial: Revolta da Balaiada, no Maranhão
1838 1838 Fundação do Instituto Histórico e Geográfico
1840 1889 Segundo Reinado - D. Pedro II governa o Brasil
1840 1840 Golpe da Maioridade de D. Pedro II
1841 1841 El Salvador se constitui em república unitária e independente das outras repúblicas da América Central
1841 1841 Os governos de Buenos Aires e britânico firmam um tratado contra o tráfico de escravos
1842 1842 Revolução Liberal em São Paulo e Minas Gerais
1843 1843 Começa o estado de sítio de Montevidéu, com as tropas do Governo de Rosas
1844 1844 Segundo Reinado: D. Pedro II anistia os líderes da revolução de 1842
1845 1845 Morse inventa o telégrafo elétrico
1848 1848 Rebelião Praieira em Pernambuco
1848 1848 Publicação do Manifesto Comunista
1850 1850 Inauguração da linha de vapores do Rio de Janeiro para a Europa
1850 1850 A Lei Eusébio de Queiroz extingue o tráfico negreiro
1850 1870 Apogeu do Império no Brasil
1850 1850 Criação da província do Amazonas
1851 1852 Conflito: Guerra contra Rosas e Oribe
1852 1852 Inauguraçao das primeiras linhas telegráficas do Brasil
1852 1852 Conflito: Batalha de Monte Caseros (Argentina). General Urquiza derrota o presidente Rosas
1854 1854 Inauguração da primeira estrada de ferro do Brasil
1855 1855 Início da carreira literária de Machado de Assis
1857 1857 Cultura: Flaubert publica Madame Bovary
1857 1857 08/03 - ataque incendiário da polícia causa morte de 129 operárias americanas, na fábrica Cotton, em Nova York. Na data, foi instituído o Dia Internacional da Mulher.
1859 1859 Ciência: Darwin lança A Origem das Espécies
1861 1865 Guerra da Secessão nos Estados Unidos
1861 1861 Rompimento de relações entre Brasil e Inglaterra (Questão Christie)
1861 1861 Brasil e Inglaterra rompem relações diplomáticas
1861 1861 O Paraguai declara guerra ao Brasil - Solano Lopes invade o Mato Grosso
1864 1865 Guerra contra Aguirre, do Uruguai
1865 1870 Guerra do Paraguai
1867 1867 Inauguração da estrada de ferro Santos-Jundiaí
1867 1867 Publicação de "O Capital", de Carl Marx
1869 1869 Inauguração do canal de Suez
1870 1870 Lançamento da Campanha Republicana no RJ
1870 1870 Intelectuais portugueses debatem idéias anti-burguesas e anti-românticas
1870 1889 Declínio do Império no Brasil
1871 1871 Lei do Ventre Livre, declara libertos os filhos de escravos, nascidos a partir dessa data
1871 1871 Comuna de Paris
1873 1873 Primeiro Congresso do Partido Republicano Paulista
1875 1875 Fim da Questão Religiosa
1876 1876 Conflito: assinatura do tratado de paz que pôs fim à guerra entre Argentina e Paraguai
1876 1876 Ciência: Graham Bell patenteia o telefone, sua invenção
1878 1878 "Batalha do Parnaso" - manifestações anti-românticas do RJ
1880 1880 O Congresso espanhol vota a abolição da escravidão em Cuba
1882 1882 Escola do Recife
1883 1883 Início da Questão Militar
1884 1884 Extinção da escravidão no Ceará, Maranhão, Amazonas e alguns municípios do RS
1885 1885 Lei dos Sexagenários
1886 1886 Fundação da Sociedade Promotora de Imigração
1888 1888 Abolição da Escravatura
Comentários
  • SAULO DE TARCIO DUARTE DE LIMA
    Prezados professores e demais acadêmicos da UFSC, Biblioteca Digital de Literaturas de Língua Portuguesa Li e reli a obra Jerusalém de Pinto de Campos e considero uma das mais bem escritas da literatura brasileira. Quem conhece a sua biografia sabe do poder da sua festejada eloquência durante o período imperial. A Jerusalém é o tipo de obra de arte literária que o leitor torce para não terminar de tão maravilhosa que é a escrita. Machado de Assis a denominou de "ouro de lei". Camilo Castelo Branco, Alexandre Herculano, Ramalho Ortigão, Feliciano de Castilho (Prefácio), Visconde Taunay, os papas Pio IX e Leão XIII e muitos outros se curvaram em elogios imponderáveis a este escritor brasileiro. Não creio em plágio, até porque ninguém reclamou direitos autorias, e não é possível que um compêndio de luxo, de 508 páginas, divulgado em toda imprensa europeia não tenha sido reclamado por quem de direito. Não, não, só podia ser intriga da oposição orquestrada pelo jornal "O Apóstolo" que por causa da questão religiosa resolveu macular a imagem do polêmico Pinto de Campos. A linguagem é dele da primeira a última página, salvo citações propositais mencionadas. A sua obra é monumental, prazerosa, belíssima. Não entendo o silêncio da crítica quanto a este que foi um dos maiores escritores de todos os tempos do Brasil, talvez o primeiro fecundo e mais extenso, e que atravessou os mares para se tornar sem sombras de dúvidas o mais condecorado escritor brasileiro de todos os tempos, na Europa. Campos adquiriu honras e reconhecimentos por onde passou e nenhum obteve o sucesso que ele obteve na Europa. Reis e rainhas, papas e grandes escritores, jornais e revistas dos mais consagrados jornalistas da época como Varagnac do Jornal de Debates de Paris, o Fígaro, etc. Tamanho era o respeito pelo P. de Campos que o Imperador Dom Pedro II foi visitá-lo em outubro de 1887 em Paris, quando Campos retornava muito doente de Roma para Lisboa já agonizando em seu leito, embora o monarca tenha negado por 3 vezes a senatoria em lista tríplice. Talvez a política lhe tenha rendido o ódio dos opositores e lhe colocaram no ostracismo. Uma injustiça histórica sem precedentes na história da literatura brasileira. Nesta sua última viagem ele recebeu honras que até então nenhum eclesiástico brasileiro recebera da Curia Romana, seu livro Jerusalém foi escolhido para compor a estante magna do Vaticano e passou de Prelado de sua Santidade para Protonatório Apostólico, honra que até os cardeais morriam de inveja. Isto por causa da sua tradução do Inferno de Dante que somente veio chegar ao público de língua portuguesa depois que o nosso escritor do Pajeú das Flores das caatingas do Nordeste o traduziu depois de 580 anos de sua existência. Por isto também, foi recebido com festas no Palácio Real em Lisboa. Um feito sem precedentes e considerada a maior e melhor tradução de todos os tempos e de todas as línguas, em uma obra luxuosa e caríssima de 627 páginas, pesando quase 2 quilos. Pena que a trilogia de Dante não foi por ele terminada. Ainda bem que a UFSC e não estranhamente a de Pernambuco dedicou esse espaço conservatório, extraordinário e digno de aplausos para a literatura. A Obra Jerusalém de Pinto de Campos para mim é mais do que ouro de lei, é a melhor obra da literatura brasileira de todos os tempos. Pinto de Campos foi um ilustre escritor na Europa e um desconhecido em seu país. A história de Pinto de Campos é um aparte da história da Literatura Brasileira. Saulo de Tarcio Duarte - Advogado - Recife PE, 10.11.2019.
  • SAULO DE TARCIO DUARTE DE LIMA
    Prezados professores e demais acadêmicos da UFSC, Biblioteca Digital de Literaturas de Língua Portuguesa Li e reli a obra Jerusalém de Pinto de Campos e considero uma das mais bem escritas da literatura brasileira. Quem conhece a sua biografia sabe do poder da sua festejada eloquência durante o período imperial. A Jerusalém é o tipo de obra de arte literária que o leitor torce para não terminar de tão maravilhosa que é a escrita. Machado de Assis a denominou de "ouro de lei". Camilo Castelo Branco, Alexandre Herculano, Ramalho Ortigão, Feliciano de Castilho (Prefácio), Visconde Taunay, os papas Pio IX e Leão XIII e muitos outros se curvaram em elogios imponderáveis a este escritor brasileiro. Não creio em plágio, até porque ninguém reclamou direitos autorias, e não é possível que um compêndio de luxo, de 508 páginas, divulgado em toda imprensa europeia não tenha sido reclamado por quem de direito. Não, não, só podia ser intriga da oposição orquestrada pelo jornal "O Apóstolo" que por causa da questão religiosa resolveu macular a imagem do polêmico Pinto de Campos. A linguagem é dele da primeira a última página, salvo citações propositais mencionadas. A sua obra é monumental, prazerosa, belíssima. Não entendo o silêncio da crítica quanto a este que foi um dos maiores escritores de todos os tempos do Brasil, talvez o primeiro fecundo e mais extenso, e que atravessou os mares para se tornar sem sombras de dúvidas o mais condecorado escritor brasileiro de todos os tempos, na Europa. Campos adquiriu honras e reconhecimentos por onde passou e nenhum obteve o sucesso que ele obteve na Europa. Reis e rainhas, papas e grandes escritores, jornais e revistas dos mais consagrados jornalistas da época como Varagnac do Jornal de Debates de Paris, o Fígaro, etc. Tamanho era o respeito pelo P. de Campos que o Imperador Dom Pedro II foi visitá-lo em outubro de 1887 em Paris, quando Campos retornava muito doente de Roma para Lisboa já agonizando em seu leito, embora o monarca tenha negado por 3 vezes a senatoria em lista tríplice. Talvez a política lhe tenha rendido o ódio dos opositores e lhe colocaram no ostracismo. Uma injustiça histórica sem precedentes na história da literatura brasileira. Nesta sua última viagem ele recebeu honras que até então nenhum eclesiástico brasileiro recebera da Curia Romana, seu livro Jerusalém foi escolhido para compor a estante magna do Vaticano e passou de Prelado de sua Santidade para Protonatório Apostólico, honra que até os cardeais morriam de inveja. Isto por causa da sua tradução do Inferno de Dante que somente veio chegar ao público de língua portuguesa depois que o nosso escritor do Pajeú das Flores das caatingas do Nordeste o traduziu depois de 580 anos de sua existência. Por isto também, foi recebido com festas no Palácio Real em Lisboa. Um feito sem precedentes e considerada a maior e melhor tradução de todos os tempos e de todas as línguas, em uma obra luxuosa e caríssima de 627 páginas, pesando quase 2 quilos. Pena que a trilogia de Dante não foi por ele terminada. Ainda bem que a UFSC e não estranhamente a de Pernambuco dedicou esse espaço conservatório, extraordinário e digno de aplausos para a literatura. A Obra Jerusalém de Pinto de Campos para mim é mais do que ouro de lei, é a melhor obra da literatura brasileira de todos os tempos. Pinto de Campos foi um ilustre escritor na Europa e um desconhecido em seu país. A história de Pinto de Campos é um aparte da história da Literatura Brasileira. Saulo de Tarcio Duarte - Advogado - Recife PE, 10.11.2019.
    • Pablo Guimarães
      Pinto de Campo fraudou a obra em dois volumes de Giovanni Andrea Scartazzini sobre Dante Alighieri. Traduziu a obra deste autor é colocou o próprio nome como autor.
  • Pablo Guimarães
    Pinto de Campo fraudou a obra em dois volumes de Giovanni Andrea Scartazzini sobre Dante Alighieri. Traduziu a obra deste autor é colocou o próprio nome como autor. Lamentável fato.

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