Dados da Obra
Nova floresta, ou silva de vários apotegmas, e ditos sentenciosos espirituais, e morais; com reflexões, em que o útil da doutrina se acompanha com o vário da erudição assim divina como humana: Oferecida e dedicada à Soberana Mãe da Divina Graça Maria Santíssima Senhora Nossa pelo Padre Manoel Bernardes da Congregação do Oratório de Lisboa
Ano de publicação: 1706-1728
- BIBLIOTECA NACIONAL DE PORTUGAL. Disponível em: http://www.bn.pt.
- Biblioteca Digital da Câmara de Deputados. Gerida pelo comitê gestor do portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: http://bd.camara.gov.br/.
Dados da Wikipédia
Nova Floresta (1706) é uma obra de autoria do Padre Manuel Bernardes. Como era corrente na literatura do período Barroco, o título completo da obra é bem mais longo que o título hoje conhecido: Nova Floresta, ou silva de vários apophtegmas e ditos sentenciosos, espirituais e morais, com reflexões em que o útil da doutrina se acompanha com o vário da erudição, assim divina como humana. O que explica logo o conteúdo do livro é uma série de apólogos morais, cada um deles constituído de duas partes: na primeira, o escritor narra um "caso", uma história de fundo moral ou exemplar, e na segunda, comenta-a extraindo-lhe a mensagem edificante. Veja-se como exemplo o seguinte apólogo, "De Sócrates Filósofo" e "Encômio": O nome "Nova Floresta ou Silva" porventura quer dizer "Silva desconhecida" ou "Miscelânea de trechos literários desconhecidos", conforme o Dicionário Aurélio e o Dicionário Houaiss registram o verbete "Silva". Rafael Bluteau entende "silva" como uma poesia popular (e de fato, a obra de Manuel Bernardes possui muitos versos populares, ou ditos por alguma personalidade). Embora os três dicionários (incluindo um contemporâneo a Manuel Bernardes) não se ocupem do nome "Floresta" além de seu significado usual se entende que, como em latim "silva" quer dizer "floresta" ou "selva" é assim que Manuel Bernardes ainda entendia. Outra manutenção que Manuel Bernardes faz de uma significação latina é de "Nova". Em latim, pode significar tanto "novo", quanto "surpreendente" ou "desconhecido". É essa última significação que o autor pressupunha (ou a penúltima; ele cita apotegmas e declarações contidas em obras em várias línguas, esse trabalho de compilação pode revelar algo novo ao público, embora presente em outras obras). No volume V, título X (Das justiças), dito LXXXIV, sobre o Papa Sisto V (1585-1590) ele afirma que: "Quando este Pontificate novamente eleito saiu a público, o Povo Romano. Ora, sabemos que esse Papa e nem qualquer outro foi eleito duas vezes. O sentido aqui de "novamente" é de "há pouco eleito", sendo, por isso "desconhecido", uma "surpresa" a quem o via.
Ver na WikipédiaDescrição
Primeiro tomo. - [16], 496 p . - Segundo tomo. - 1708. - [4], 412 p. - Pag. com erros: p. 169-170 em vez de 369-370, 272 em vez de 372 . - Terceiro tomo. - Lisboa : na Oficina Real Deslandesiana, 1711. - [4], 538, [2 br.] p . - Quarto tomo. - Lisboa Ocidental : na Oficina de José António da Silva, 1726. - [12], 550, [2 br.] p . - Quinto tomo. - Lisboa Ocidental : na Oficina de José António da Silva, 1728.
Arquivos do Documento
Fatos históricos associado à obra
| Ano de início | Ano de final | Evento histórico |
|---|---|---|
| 1500 | 1822 | Período Colonial no Brasil |
| 1630 | 1654 | Brasil Colônia: período da segunda invasão holandesa em Pernambuco |
| 1637 | 1644 | Brasil Colônia: permanência no Brasil do Príncipe Maurício de Nassau |
| 1649 | 1649 | Economia: estabelecimento da Companhia Geral do Comércio do Brasil |
| 1682 | 1682 | Economia: Estabelecimento da Companhia de Comércio do Estado do Maranhão |
| 1694 | 1694 | Destruição do Quilombo dos Palmares |